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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

pra mostrar que vale a pena... ou porque fazer um intercambio?

Escrevi esse post para o blog da AIESEC Curitiba para contar sobre meu intercambio, sobre o porque de fazer um intercambio, quando por medo ou por dúvida nao se tem a certeza se vale a pena. Minha resposta: VALE A PENA! O texto talvez ajude a explicar.

Escrever sobre minha experiência nem sempre foi fácil. Diferentes sentimentos, mas me faltam palavras, muitas vezes.. E estou pensando desde algum tempo por onde eu deveria começar a contar... E eu nao consigo começar! Deveria contar sobre os países que estive, os lugares que estive, as pessoas que conheci.

As pessoas que conheci deveriam ser listadas uma a uma. Com longas descrições de como elas foram importantes. Cada uma, em especial. Uma experiência rica em pessoas com certeza, essa é a minha experiência.

Descrever a vida social e a imensa e enriquecedora possibilidade de fazer amigos pelo mundo todo. Vestir saree em um casamento muçulmano em Bangladesh e as ter mais atenção que a noiva ou ir a uma festa num clube Alemão com amigos colombianos. Cruzar a imigração na Inglaterra afirmando, que “sim”, eu tenho amigos que moram em Londres e em Singapura.

Mas eu não poderia deixar de contar sobre os lugares que visitei, sobre aquilo que eu vi. Sobre TUDO aquilo que eu vi.  Eu atualmente estou na Dinamarca, realizando meu segundo intercâmbio pela AIESEC e desde que sai do Brasil em dezembro do ano passado para meu intercâmbio em Bangladesh e eu ja estive em outros 10 países. Os lugares que estive teriam longas descrições, especialmente sobre cores. E com certeza, o azul do céu seria um capítulo especial. Tenha certeza que o céu da Tailandia é diferente do céu na Espanha.

Mais importante ainda seria poder falar sobre todas as diferencas culturais, suaves ou chocantes. Comer com as mãos na Índia depois de um tempo te faz pensar “pra que garfos mesmo?” depois de o apimentado asiático já nao se torna impossível e como comer feijoada em Portugal te faz sentir no Brasil.

Posso contar as vezes que disse tchau e chorei antes de partir ou que chorei ao ver alguém partir. Dizer tchau não é facil. Mas ainda acredito que seria melhor em contar como é bom reencontrar e manter contato. “See you soon” é sempre a melhor resposta para qualquer despedida. É a que encoraja a seguir em frente, cruzando com outras pessoas e mantendo esse ciclo viciante que é conhecer pessoas.

Descrever todas as dificuldades. E contar todas as vezes que eu quis voltar. Que eu apenas queria voltar. Que eu não aguentava mais. Que eu queria chorar e queria minha mãe. Porque às vezes não é facil... Porque eu acredito, que não existe lugar perfeito, todo lugar tem suas coisas boas e ruins. Existem dias melhores que outros. Existem noites mal-dormidas porque a saudades aperta. Mas é sempre como você faz a sua própria experiência e como superar.

10 meses não se resumem em uma lista de 10 melhores ou piores momentos. Foi difícil, da mesma maneira que foi incrível. A experiência vale a pena exatamente por isso. Quando te faltam palavras para contar e 4.635 fotos pra mostrar em cores, eu preciso repetir que são muitas cores.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

quase 1 mes depois... A Thailandia!

Enquanto uns nascem para viver em Lonely Planet, a Thailandia me ensinou que eu nao nasci para backpacker. Para comecar, alguns dias na capital, depois uma van e algumas horas de estrada e de barco para chegar Ko Samet, ilha perto de Pataya. Dias relaxantes na praia, pra voltar pra Bangkok e partir para Chiang Mai. 12 horas de onibus para a Norte! Depois de andar de elefante, afundar numa canoa de bamboo e entrar numa cavernas com morcegos, deixamos o Norte da Thailandia, para voltar para Bangkok (a capital eh a base das viagens, como percebe-se.) e voltar para a praia! Foram mais algumas horas de onibus, uma espera pela van (no meio do alem) que nos levou ateh o pier para pegar um barco que 3 horas depois chegaria em Ko Tao! Mesmo a tentativa frustada de um curso de mergulho, (eu surtei na pscina e nao consegui nem comecar...) Ko Tao foi bom para descansar. Porque deixando Ko Tao, voltando para de novo, Bangkok, dessa vez a ultima parada era Siem Riep, no Cambodia. Horas numa van e depois de uma aventura “Como cruzar a fronteira sem pagar os 42 dolares que a agencia de turismo pede, quando o valor do visto eh apenas 20 dolares”, realizada com sucesso, apenas aproveitei o sucesso da empreitada por 3 dias. Uma febre alta me fez voltar para Bangkok e visitar o medico por aqui...  E acreditem, o hospital em Bangkok foi uma das experiencias mais amigaveis que tive nesse pais! O tratamento que recebi foi otimo, e meu seguro saude foi perfeito! O meu seguro saude me liga para saber como estou.( #ISIS# fica a dica, e o link nao eh patrocinado.)


A Thailandia eh um pais muito rico em cultura e paisagens maravilhosas... mas pelo menos para mim, precisa ainda aprender como tratar turista. Talvez seja porque eu sou do tipo “budget”, mas nao foi apenas uma vez que eu digo que eu fui muito mal tratata! Mesmo com um sorriso no rosto e um “please” adjacente naoforam suficientes para a troca de gentilizas. (Talvez, eu sinta falta da hospitalidade brasileira.) Eu gostei muito da Thailandia, e tive sim momentos bons, com pessoas solicitas e de bom coracao, mas me impressina a quantidade de vezes que lembro que o tratamento foi desnecessario mal. Eu gostei da Thailandia, eu gostei MUITO. Mas cansei de faz mala, desfaz mala, faz mala, desfaz mala. Mochila, eu quero te desfazer e sossegar!  Quem sabe, por uns 15 dias... ;)