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segunda-feira, 8 de março de 2010

Dhaka informa:

Primeiro, as boas notícias:
Quando a AIESC diz: “It is up to u!”, é  verdade! Faz mais de 2 meses que estou morando em Bangladesh e depois de um inicio dificil, as coisas comecam a trilhar o caminho que devem ser.  A BBDO, a agência  que inicialmente vim para realizar meu intercâmbio, não correspondeu as minhas expectativas. A BBDO no Brasil é uma das melhores, senão a mais importante agência  de propaganda do país, aqui em Dhaka, a franquia é apenas uma empresa local, que durante o meu primeiro mês,  se mostrou uma empresa sem processos definidos, pouca demanda, com falta de infra-estrutura para receber um trainee.  Então, resolvi desistir do meu intercâmbio e fazer alguma coisa para minha AIESEC EXPERIENCE valer a pena!

Consegui dois contatos em duas agências importantes daqui. A GREY e a OGILVY. Mandei 2 emails, e a Ogilvy me respondeu! Marquei uma entrevista com a socia-diretora da Ogilvy, e depois de eu explicar o porque uma brasileira está em Bangladesh, ela me disse que conhecia a AIESEC porque um dos seus atuais empregados é um ex-AIESECer! Bendito seja o networking, existem AIESECos no mundo todo! Ela me disse que gostou do meu portfolio e que respondeu meu email porque não é comum receber um email com o assunto:
“Brazilian Designer”.  Então, a Fahima, disse que se eu não pudesse trabalhar na Ogilvy, ela consegueria outro estágio pra mim...

Saí da ag
ência com MUITAS expectativas e uma vibracão boa! Esperava o melhor! E o melhor veio na hora seguinte: o alumni da AIESEC me ligou dizendo que eu poderia trabalhar lá e que poderia ser pela AIESEC o novo intercâmbio! Perfeito! O Sabih, que foi presidente da AIESEC aqui em Dhaka há 3 anos atrás, me contou que há alguns meses, eles haviam conversado sobre a possibilidade de abrir um intercâmbio pela AIESEC e eis que eu “apareci” na agência!
Depois de resolver meu visto e estender a validade por mais 1 mês e comecar o processo para mudar o visto de turista para de estudante/pesquisador, comecei na Ogilvy semana passada! E essa é a AIESEC Experience que eu esperava!

A agência tem uma infra-estrutura muito boa e o segundo andar é uma sala apenas para o time criativo! São 3 times: um time trabalha em parceria com a Ogilvy Singapura, outro trabalha apenas com a BHT -
British American Tobacco  - e outro time é responsavel pelas contas das empresas locais. Eu faço parte desse último time e estou adorando! Meu novo chefe me parece aqueles criativos doidos, que só de olhar dá pra saber que ele está pensando em alguma coisa diferente! Ele começu a carreira na California, USA, e agora está em Bangladesh. A Ogilvy aqui tem processos definidos, vários Macintosh para os designers e uma “salinha do descanso” com biblioteca. Além de uma máquina de café! Que não tem o mesmo gosto do café brasileiro... mas é café e tá valendo! Esse intercâmbio é para os proximos 6 meses com possível prorrogação de mais 6 meses, mas ainda é cedo para dizer o que irá acontecer... por enquanto, estou aproveitando MUITO essa oportunidade!

Depois, a notícia ruim:
Fui assaltada. (Sim Jo, você me disse para ter cuidado!) Estava voltando de rickshaw com a Martha, trainee da Colombia, depois de ter encontrado a Yudith (trainee da Alemanha) e a Sana e o Saad (amigos Bengali) para jantar. Mais ou menos 10 metros de um posto policial, um carro chegou muito próximo do rickshaw, um homem projetando o corpo pra fora pela janela agarrou minha bolsa sem muitas dificuldades. Foi MUITO rápido! Dentro da bolsa, minha carteira com um pouco de dinheiro, meu celular, meus óculos de lentes e escuro e minha agenda do pequeno príncipe.

E o que mais me dói, é que eu carrego TUDO na minha agenda, e era meu diário nesses últimos 2 meses... além de carregar comigo a carta que minha m
ãe me escreveu "Meu pensamento e meu coração, estão com você sempre!". Estou bem, nada me aconteceu e meu passaporte e outros documentos estão em casa. Na carteira, além do dinheiro, apenas a cópia da minha identidade, nenhum documento importante. O que me entristece mais, é perder aquilo que tem menos valor material... 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O primeiro rickshaw a gente nunca esquece...


O transito em Bangladesh é caótico, como na Índia. Talvez a diferença entre aqui e a Índia, é que aqui as ruas são mais estreitas que no país vizinho. Mas os congestionamentos são constantes. E quando eu digo constante, eu quero dizer toda hora! Dhaka vive num congestionamento que nunca vai acabar... Bangladesh como Índia dirigem em mão inglesa, o que faz com que eu sempre olhe para os ambos lados antes de atravessar a rua, porque eu sinto que nunca sei em que lado da rua estou! Além disso, aqui, menos que em Delhi, as pessoas buzinam, buzinam e buzinam. No Brasil, a gente da aquela "buzinadinha" quando quer chamar alguém, no inicio eu achava que toda Dhaka queria me avisar algo! Hoje, acho que nem me movo se alguém buzina...

Um dia comum no transito em Dhaka!

Se no Brasil existem os carros populares 1.0, (saudades do meu corsinha!) aqui essa linha não é comum. A maioria das pessoas que podem ter um carro, tem carros de luxo e com motorista e quem não tem ou é trainee usa os rickshaw e os CNGs para se locomover pela cidade!

Essa é a maneira mais fácil e barata de se locomover por aqui: moro em Baridhara DOHS e para ir até Gulshan 2 Circle, demora +/- 15 minutos, sem congestionamento de rickshaws, que também acontecem, e custa 20 takas. Óbvio, que o "motorista" sempre pede mais, mas como os trainees sabem o preço "real", as vezes é preciso ser mal-educada, deixar o dinheiro no banco e sair andando, porque sempre SEMPRE eles pedem mais takas: "Madam, madam, NOOOOOO! More!"

O primeiro rickshaw a gente nunca esquece... mas agora, eu já perdi as contas!

Quando preciso de CNG, que sai contornando todos os carros e rickshaws, que sempre acho a maior aventura e que com certeza é o mais barulhento, (é como andar com o buggy do meu primo!) para ir até Gulshan 1 custa 80 takas. Normalmente, os motoristas pedem 100 ou 120 takas, ai é preciso barganhar até os 80, mas já teve uma vez, que um motorista pediu 3.000 takas. "THREE THOUSAND!" ele disse, mas ainda acho que ele confundiu "thousand" e "hundred"...

Aqui em Bangladesh são os CNGs, na Índia eu escutava mais pelo nome de Auto-Rickshaws!

O que as vezes é bem difícil porque os motoristas não falam inglês, e também as vezes não sabemos aonde fica exatamente o lugar que queremos ir. Agora junta alguém que não sabe onde esta com alguém que não entende para onde eu quero ir! Agora eu tenho uma ideia, (vaga, bem vaga) dos lugares em Dhaka e quando preciso ir para Banani, Gulshan 1 e 2, que sao os bairros próximos, eu sei como... mas ainda é bem pouco se for comparar com o tamanho que é Dhaka! O que eu sei falar em bangla, a língua local, é basicamente o que eu preciso dizer para o rickshaw:
dãne = vire a direita.
pãme = vire a esquerda.
êkane = aqui!
xôja = em frente.

Confesso que há 2 dias o pessoal do escritório tenta me ensinar "tudo bem?", "tudo bem!" e "tudo mal!", mas é impossível eu lembrar disso agora! Mas com o meu vocabulário-guie-seu-rickshaw por enquanto estou me virando... quem sabe daqui 6 meses, eu entenda o que acontece durante as sessões de brainstorming na agência!